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25-03-2018 10:34

UM CAMINHO DE AMOR

 

Com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, damos início à Semana Santa, momento culminante da vida litúrgica da Igreja, no qual celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. É uma ocasião muito especial e todos somos convidados a participar de uma forma intensa.
O evangelista Lucas narra a vida e os acontecimentos de Jesus, colocando-O sempre a caminho para Jerusalém. O Domingo de Ramos é a consumação dessa peregrinação. Ele entra triunfantemente, montado num burrinho e aclamado pela multidão que O declara Rei.
Contudo, logo em breve, serão escutados, não gritos de hosanas, mas pedidos de crucifixão. Jesus é rejeitado e trocado por Barrabás. O Senhor já havia se dado conta desta atitude do povo, quando contemplando a cidade, chora por ela e lhe diz: “Ah! Se neste dia também tu conhecesses a mensagem de paz! Agora, porém, isso está escondido a teus olhos” (Lc 19,42).
Este comportamento do povo da Cidade Santa reflete o nosso viver, marcado por uma adesão parcial ao Senhor. Não nos damos de todo e, nem sempre, somos constantes no nosso viver cristão. Representa, também, o nosso fechamento à ação da graça em nossa vida. Fechamo-nos às oportunidades de transformação, na caminhada, que nos são concedidas. Não reconhecemos o tempo em que somos visitados por Deus!
Jesus entra como Rei em Jerusalém, mas como o Seu reinado consiste em servir e fazer oferta de Si, Ele continua o Seu caminho até o Calvário e aqui se entrega completamente por todos nós. Dá a Sua vida porque ama e o faz até o fim!
Sua morte é reflexo de Seu viver: ser para os outros. Isto Jesus consegue fazer, mesmo nos últimos momentos de dor: adverte a Judas que O trai com um beijo, olha com amor a Pedro que O nega, consola as mulheres no caminho, dá uma palavra de esperança a um dos malfeitores crucificados. Um caminho de dor, aberto à dor do outro, porque um caminho de amor.
Pe. Pedro Moraes Brito Júnior