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07-10-2017 19:42

Chamados a produzir bons frutos!

 

Neste vigésimo sétimo Domingo do Tempo Comum, mais uma vez aparece o tema da vinha, tanto na primeira leitura, quanto na parábola do evangelho contada por Jesus. Como Israel, nós, também, somos a vinha do Senhor, chamada a produzir frutos bons, doces que dão sabor à vida das pessoas.
Tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo aparece o tema da eleição. Deus escolheu Israel como sua vinha, o seu povo, com uma missão específica: ser um dom para todos os outros povos, fonte de bênção e de alegria. Israel, contudo, não viveu essa sua tarefa, fechando-se em si mesmo e, até, desprezando os povos circunvizinhos.
O povo eleito não produziu os frutos esperados, apesar das inúmeras tentativas de Deus de reconduzi-lo ao seu ideal. Os profetas, ao longo da história, foram os porta-vozes do Senhor que buscaram, não somente alertar, mas reorientar a conduta do povo, sobretudo dos seus chefes, que não viviam segundo a aliança feita com Deus. Os vários empregados enviados pelo dono da vinha, que é Deus, simbolizam justamente esses escolhidos de Deus que falavam em seu nome.
O amor de Deus é um amor que não desiste de nós. A sentença dada pelos interlocutores de Jesus é de uma ação castigadora de Deus para com os vinhateiros que não produziram os frutos esperados. Contudo, a iniciativa do Senhor é a de dar o seu Filho para que através d’Ele seja possível reconstituir um caminho novo. Deus não age pela lógica dos sumos sacerdotes e anciãos que sentenciam, na verdade para si mesmos, um modo vingativo e cruel de agir.
A parábola, de um lado, manifesta a grandeza do amor de Deus que nos busca e vai ao nosso encontro, apesar de não produzirmos frutos, ou de produzirmos frutos amargos. De outro lado, é um convite a repensar a resposta que estamos dando ao Senhor no trilhar de nossa caminhada. Necessário se faz questionar se realmente estamos fazendo jus ao chamado de Deus em participar de sua vinha, fazendo da nossa vida um dom para a vida dos outros.
A uva amarga não se transforma no vinho que alegra o coração do homem, como afirma a Escritura. É preciso dar frutos bons, ou seja, realizar ações que edificam o mundo e que o tornam melhor, contribuindo assim para a alegria de todos. Isso é ser uva doce, que se transforma no vinho que congrega as pessoas e fazem alegrar o seu coração.
Deus não nos permita ser fonte de dissabores! Que Ele nos ajude a cumprir a nossa missão, correspondendo com maior generosidade ao chamado que Ele continua nos fazendo em seu Filho, a vinha verdadeira: o de unidos a Ele produzirmos frutos bons para a vida do mundo com o dom que fazemos de nós mesmos.
 
Pe. Pedro Moraes Brito Júnior